Os melhores discos de 2017

Listas, Música

Dezembro chegou e está na hora de sentir, além do cheiro de Natal, ceia, chester, presentes e aquele churrasco em família que você quer evitar, o cheirinho de listas de melhores e piores do ano. Assim como todo ano, quando posto minha opinião sobre os melhores filmes que assisti, hoje é dia de ler uma lista de quinze álbuns musicais que me agradaram bastante. Não que você tenha pedido por essa lista, mas é sempre bom descobrir coisa nova, ainda mais quando se fala em música. Como sempre, minha lista não será um ranking, muito menos estará na ordem por preferência – seja ela qual for -; para não haver injustiças entre as obras, vou colocá-las por ordem alfabética de artistas, e aí cabe a você julgar e dar uma chance para cada uma delas.

Ah, caso você queira conhecer a lista do ano passado, é só clicar aqui.

Sem mais, eis os quinze discos que mais ouvi e gostei ao longo de 2017.

“Everything now”, por Arcade Fire

arcade fire

Minha relação com Arcade Fire intensificou-se em 2013 quando os canadenses lançaram Reflektor, um de seus trabalhos mais ambiciosos, passando por temáticas muito caras a mim – como a mitologia clássica grega e romana. Este ano, porém, a banda mergulhou em uma onda crítica através da criação de uma corporação fictícia chamada, obviamente, Everything Now, investiu em um marketing pesado (o que transformou-se em uma autoironia deliciosa ao longo do disco) e nos presenteou com um álbum que não deixa de lado o jeito Arcade Fire de ser, ou seja, corais de vozes, arranjos de cordas que se espalham ao longo das faixas e letras cujo conteúdo deixa você para baixo quando menos espera (vide “We don’t deserve love”, a derradeira música). O vocalista Win Butler deixou claro, desde o início, a influência principal para Everything now: o grupo pop sueco ABBA, impossível de notar já nas primeiras notas do piano da faixa-título. Viajar por esse disco é passar por assuntos que variam de intensidade, mas todos apontam para a mesma direção: é preciso tomar cuidado com o mundo atual, já que queremos tudo e para já (é a mensagem inicial em “Everything now”) e, no final, nós ficamos sem aquilo que, invariavelmente, mais importa (o recado sem volta da última faixa, a já citada “We don’t deserve love”). De quebra, a primeira e última “música” do disco são, na verdade, metades de um mesmo todo, que, se ouvido em plataformas digitais, causam a sensação de infinito, de algo cíclico, algo explorado pela banda desde a divulgação embrionária de Everything now. Respire fundo e aproveite o Arcade Fire de 2017. No próximo disco eles provavelmente não serão mais os mesmos. Ainda bem.

» Ouça / veja: “Everything now“, “Creature comfort“, “Electric blue

“Utopia”, por Björk

björk

Se em 2015 a islandesa Björk sofria com o recente término de seu casamento e expressava sua dor no ótimo Vulnicura, a ordem agora é sentir o extremo oposto. Utopia, ao contrário, é uma ode idílica à felicidade e aos sentimentos positivos. Repleto de samples com sons de pássaros cantando, flautas doces e batidas eletrônicas que remetem a paisagens serenas e distantes, o novo disco é a cicatriz definitiva para a sangria de Vulnicura. Ainda em parceria com o produtor deste, o colombiano Arca, Björk aqui vai soar levemente como sua persona do começo da carreira solo, lá nos idos dos anos 90, seja por sua voz cada vez mais poderosa, seja pelos arranjos que misturam o poder da eletrônica com a força dos instrumentos clássicos, tornando Utopia um disco ainda para poucos (afinal, estamos falando de Björk e seu estilo peculiar), algo presente desde sua capa, uma imagem difícil de agradar os olhos logo de primeira. Em entrevistas, a cantora afirmou que Utopia é seu Tinder musical; depois de algumas audições, dá para perceber porque a brincadeira de Björk faz sentido: Utopia pode impactar menos que seu antecessor, mas não deixa de ser uma brincadeira sonora divertida de experienciar. Mal não vai fazer.

» Ouça / veja: “The gate“, “Blissing me

“Nues”, por Brigitte

brigitte

A fim de conhecer um som que foge do comum? Bem, dá para indicar um dupla de pop-folk francês, está bom para você? Aliás, por mais indie que isso soe, depois de ouvir pela primeira vez o duo Brigitte, formado pelas parisienses Aurélie Saada e Sylvie Hoarau, impossível não dar a elas uma segunda chance. Conheci o som de Brigitte por acaso, vendo o clipe para a música “Hier encore“, do disco anterior, uma faixa que revive a música disco dos anos 70 de maneira genuína, lembrando muito “Voulez-vous”, do ABBA, e soando agradavelmente para qualquer ocasião. As vozes de veludo de Aurélie e Sylvie continuam encaixando-se harmoniosamente com as novas canções de Nues, numa investida que, ao mesmo tempo, não se arrisca muito (afinal, ainda há flertes bem sucedidos com o disco) e transgride um pouco a própria zona de conforto como em “La morsure”. Seja em som ambiente para um jantar entre amigos ou ferveção geral numa pista de dança mais alternativa, Brigitte é uma descoberta deliciosa. Não perca mais seu tempo.

» Ouça / veja: “Palladium“, “La morsure“, “La baby doll de mon idole

“Pleasure”, por Feist

feist

Ainda numa pegada mais independente, o novo disco da Feist já pode entrar na lista de álbuns prontos para te deixar um pouco mais na bad. Não que seja um lamento sem fim: “Pleasure”, como o próprio nome diz, vai girar em torno desse sentimento tão almejado por nós, seres humanos. Da faixa-título à última música, a cantora não deixa nada tematicamente de lado. A economia no arranjo, usando poucos instrumentos para cada música, dá um toque ainda mais rústico para o material do álbum. Substitua a Feist “animadinha” do relativo sucesso comercial “Mushaboom” (música inclusive pertencente à trilha-sonora de (500) dias com ela [(500) days of summer, 2009] pela cantora mais madura e segura de si em Pleasure.

» Ouça / veja: “Pleasure“, “Century

“Something to tell you”, por HAIM

haim

Foram longos e arrastados quatro anos de espera entre o primeiro e fantástico álbum de estreia das irmãs HAIM, Days are gone, em 2013, e o atual Something to tell you. A espera, no entanto, valeu cada minuto. Ainda banhando-se em suas influências musicais oitentistas e produzindo um som rejuvenescedor para qualquer ouvido, o pop de HAIM não veio para brincar; as três irmãs, com formação musical desde a infância por causa dos pais músicas, cantam, mais uma vez, essencialmente, sobre o amor; melhor dizendo: cantam sobre os sentimentos pós-relacionamento. Se elas têm algo a nos contar, como o nome do disco sugere, com certeza será por meio de batidas pegajosas, sintetizadores que ainda remetem muito bem aquele Michael Jackson de Thriller e letras com melodias intricadas, mas totalmente chicletes. Para se apaixonar de vez por elas, vale conferir os clipes lançados ao longo dessa nova fase, sua maioria dirigida pelo cineasta Paul Thomas Anderson; neles, fica mais do que claro o talento de cada uma delas, não apenas como profissionais da música, mas também como atrizes diante de uma câmera. É muito talento para três irmãs.

» Ouça / veja: “Right now“, “Want you back“, “Valentine“, “Little of your love

“hopeless fountain kingdom”, por Halsey

halsey

A voz de Halsey estourou com o single “Closer”, dos Chainsmokers, no ano passado. Mas seu talento vai muito além de emprestar os vocais para duplas de música eletrônica. Porém cuidado: aqui a bad é confirmada. Mais do que isso, hopeless fountain kingdom é uma carta endereçada aos corações frustrados, esquecidos e esmagados. Não que você não irá aproveitar caso não esteja em nenhuma das situações anteriores; o álbum traz arranjos pop prontos para a recepção comercial de uma estação de rádio, e também consolida, no mercado, mais uma cantora da atual geração de cantores que agora, além da venda de discos, precisam disputar atenção na internet e, consequentemente, dentro das paradas dos serviços de streaming.

» Ouça / veja: “Bad at love“, “Strangers

“Coração”, por Johnny Hooker

johnny hooker

Há uma leva nova de artistas brasileiros extremamente bons. Silva, Mahmundi, Liniker, só para citar alguns. Dá para incluir nesse grupo também Johnny Hooker. Dono de uma voz forte e rasgada, repleta de personalidade, Hooker já era conhecido por sua música “Volta”, presente na trilha-sonora do ótimo Tatuagem (2013), mas em Coração sua presença vem para marcar-se ainda mais no cenário musical nacional. Já iniciando com uma entrada impactante em “Touro”, Coração é um desfile de produções musicais arrojadas, com direito a temáticas populares, universais e pessoais. Com participações de Gaby Amarantos (e que adiciona uma camada de força ainda maior para a faixa “Corpo fechado”) e Liniker (“Flutua”), o disco ainda termina com uma marchinha de carnaval à la crítica social que cai com uma luva para os tempos conservadores do Brasil de 2017. Quem será o sortudo a conquistar o coração de Johnny Hooker?

» Ouça: “Touro“, “Caetano Veloso“, “Escandalizar

“DAMN.”, por Kendrick Lamar

kendrick lamar

Engraçado como as coisas são. Ano passado descobri o som de Frank Ocean. Neste ano, foi a vez de Kendrick Lamar. Digo que as coisas são engraçadas pois Lamar é um dos rappers mais críticos à sociedade americana e mundial na qual vive atualmente, mas é a mesma sociedade, em sua modernidade líquida efêmera, que fez dele um sucesso comercial. Não que isso seja de todo ruim, afinal, ser conhecido agora, faz com que sua música seja mais ouvida e descoberta por mais gente. E foi o meu caso. Talentoso com as rimas que produz, as melodias que percorrem as batidas fortes desse seu DAMN. atingem até mais os menos empáticos com os problemas sociais enfrentados pelas minorias. Impossível não se deixar levar pelos primeiros versos em “BLOOD.” e viajar através das palavras cantadas de Kendrick Lamar. Música de primeira qualidade.

» Ouça / veja: “HUMBLE.“, “DNA.“, “ELEMENT.“, “LOYALTY. (feat. Rihanna)”

“Rainbow”, por Kesha

kesha

Cinco anos com muitos processos e angústias depois, Kesha volta fortalecida. Ainda com um pé no pop / punk peculiar ao seu estilo, com pitadas de glam rock, a cantora agora precisa desabafar. Metáforas? Analogias elaboradas? Não. Kesha prefere ser direta ao ponto. E se Rainbow começa com “Bastards”, uma canção que mais parece fim de balada do que introdução a um álbum pop, o seu recado chega de maneira efetiva. Cansada com tudo e com todos, ela canaliza sua raiva, rancor e mágoas nas músicas, estas que variam entre baladas catárticas como “Praying” e pop rock de garagem como a deliciosa “Let ‘em talk”. Há espaço também para um feminismo direto e reto em “Woman”, uma das músicas com mensagem mais direta a todas as polêmicas envolvendo seu antigo produtor, o mainstream Dr. Dre. Esqueça a Kesha pop-farofa de “Tik tok” e “Shake it off”; se você ainda quer ouvir suas músicas, é preciso se preparar para uma Kesha mudada – mas também liberta de todas as suas correntes. Um alívio para os ouvidos.

» Ouça / veja: “Praying“, “Woman (feat. Dap-Kings)”, “Learn to let go“, “Rainbow

“american dream”, por LCD Soundsystem

lcd soundsystem

Se James Murphy foi um dos principais responsáveis pela identidade sonora do álbum Refletor, do Arcade Fire, ao ouvir american dream, as coisas ficam bem claras. Seu estilo paulatino, com faixas estendidas, texturas sonoras que vão uma se acumulando à outra ao sabor de cada compasso, faz desse novo disco uma apoteose sonora. Não ouça american dream com pressa, muito menos desatento. A experiência completa exige de você uma audição atenta e minuciosa, ou grande parte da riqueza dos arranjos eletrônicos de Murphy se perderá. E se David Bowie, à época, praticamente exigiu que James Murphy voltasse e revivesse o LCD Soundsystem, não podemos ignorar sua música.

» Ouça / veja: “call the police“, “american dream“, “tonite

“Ti amo”, por Phoenix

phoenix

Os franceses do Phoenix já têm uma carreira sólida, diga-se de passagem. Talvez seja essa segurança que forneceu ao grupo a vontade de criar um álbum como Ti amo. Repleto de referências ao verão europeu, o disco é, assim sendo, uma homenagem à estação do ano dedicada às praias, calor, suor, sorvetes e férias. Aliás, ouvir Ti amo é ser transportado a uma praia italiana, com direito a um gelato nas mãos, óculos escuros no rosto e protetor solar na ponta do nariz. É um som refrescante e animador, com a presença óbvia dos já famosos sintetizadores do Phoenix, além da voz ardida do vocalista Thomas Mars. Não se engane, apesar do grande sucesso, Phoenix vai muito além do hit “1901”.

» Ouça / veja: “J-boy“, “Ti amo

“Villains”, por Queens of the Stone Age

queens of the stone age

Gutural, dilacerante, grave. São bons adjetivos para definir o novo disco dos QOFTSA. A entrada triunfal com “Feet don’t fail me” só é a ponta do iceberg, pois há toda uma progressão temática e musical ao longo das 9 faixas. Espere por guitarras inspiradas e baixos comandando o tom de cada música, numa sinfonia digna da palavra rock’n’roll. Não é um disco longo porém: em menos de 50 minutos, os Queens of the Stone Age dirão o que têm pra dizer. E bem dito.

» Ouça / veja: “The way you used to do

“Wonderful wonderful”, por The Killers

the killers

Muita gente torceu o nariz para Battleborn, o até então último lançamento de estúdio dos Killers. A banda de Las Vegas, que começou no meio indie e estourou com “Mr. Brightside” e “Somebody told me” lá nos já longínquos 2004 hoje não pode mais se considerar pequena. Dona de shows gigantescos em arenas e estádios completamente abarrotados de gente em todo o mundo, The Killers atingiu seu topo com Day & age, em 2008, com produção de Stuart Price. Battleborn, no entanto, foi um balde de água fria para muitos dos fãs. Muitas pessoas acusavam a banda de estarem piegas demais, romântica demais. Outros já sentiam falta do empoderamento de Brandon Flowers e sua voz dolorosa em hits fabricados para serem tocados justamente nas arenas e estádios lotados. O fato é que, após um bom hiato de cinco anos, The Killers está de volta, e definitivamente não é a mesma. Em termos. Sua configuração de integrantes mudou, seu estilo também. Há, porém, aquele flerte com a fórmula de sucesso de “Mr. Brightside” no novo hit “The Man” e na potencialmente futuro hit “Run for cover”. Wonderful wonderful não se basta nos hits, todavia; há uma introdução apocalíptica, com toques bíblicos, uma marca recorrente na discografia da banda, com a faixa-título; “Life to come” é U2 sem tirar nem pôr, e não soa nem um pouco mal. Para aquela metade que não se importa com os Killers mais românticos e piegas, “Some kind of love” deverá agradar bem. Após experimentar e beber de diversas fontes, The Killers parece sinalizar uma estabilidade maior em seu estilo. Não é, de todo, uma preocupação, já que a qualidade de Wonderful wonderful não foi comprometida. Resta saber se a banda sobreviverá mais uma década sem se render ao cansaço. Esperamos muito que não.

» Ouça / veja: “The man“, “Run for cover

“I see you”, por The xx

the xx

É oficial: The xx agora está com seus pés no pop. Mas acalme-se: sua alma indie ainda persiste. Os manejos com os diversos samples do produtor Jamie Smith dão o tom alternativo para o novo álbum da banda, enquanto as vozes dos vocalistas Romy Madley e Oliver Sim confrontam-se e entrecortam-se de maneira harmônica. É o velho esquema de The xx que não falha, mas voltado para uma proposta mais aberta, sonoramente falando. I see you, inclusive, possui um tom mais positivo e menos introspectivo como os discos anteriores do grupo, xxCoexist.

» Ouça / veja: “On hold“, “I dare you

“What if nothing”, por WALK THE MOON

walk the moon

Foi difícil me desapegar do som de Talking is hard, álbum anterior da banda americana. WALK THE MOON possui um som pop que, apesar de todo o apelo comercial que possui, não se rende tão fácil ao som feito para o rádio. Ainda menos nesse novo disco, What if nothing, sendo “One foot”, talvez, a única exceção nesse sentido. Explorando experimentalismos mais elaborados nesse novo disco, a banda abusa mais de vocoders – em alguns momentos, distorcendo tanto a voz, tornando-a quase irreconhecível. Mas há, ainda, a temática mais recorrente para o grupo, ou seja, o constante pensamento naquele relacionamento que já acabou em “Surrender”, além de refrões extremamente pegajosos, como em “In my mind” e “Lost in the wind”. Ainda não me desapeguei de Talking is hard, mas será uma questão de tempo para me apegar demais ao What if nothing e o ciclo recomeçar.

» Ouça / veja: “One foot

(Bonus Track)

“Ici & maintenant (Here & now)”, por Yelle

yelle

Yelle talvez seja uma das cantoras pop francesas mais interessante da última década. Ela começou a produzir e publicar música nos idos de 2007, ainda no jurássico MySpace. Na época, seu maior sucesso era a grudenta “Ce seu”. Talvez seu álbum maduro seja o último lançado, Complètment fou, de 2014, com uma produção muito mais arrojada, mas sem perder o DNA de Yelle: sua irreverência e excentricidades pop. Como bônus, indico esse single lançado pela cantora este ano. Repleto de ironias aos problemas tão presentes nas vidas das pessoas do século XXI (ansiedade, depressão, hipocondrias no geral), a música carrega a identidade sonora da cantora, e é uma ótima porta de entrada para sua discografia ainda pequena, mas muito profícua. Vale a pena dar uma olhada.

» Ouça / veja: “Ici & maintenant (Here & now)

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Os melhores filmes de 2016

Filmes, Listas

É hora de dizer: ano novo, lista nova.

Mas nesse ano resolvi mudar um pouco. Minha lista de melhores de 2016 tem 10 filmes, e eles estão dispostos em um ranking pessoal (e coloquei-os nas seguintes posições por diversos motivos, temática, execução, direção, roteiro, fotografia…). Nem todos os filmes listados aqui estrearam propriamente no Brasil ano passado, é bom enfatizar.

Se você está precisando de indicações de filmes para assistir, aqui vão dez dos que mais me agradaram no ano passado.

10º

Ex Machina: instinto artificial

dirigido por: Alex Garland

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Pôster: BLT Communications, LLC, 2015

Rogue One: uma história Star Wars

dirigido por: Gareth Edwards

» resenha

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Pôster: LA, 2016

Café Society

dirigido por: Woody Allen

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O Regresso

dirigido por: Alejandro González Iñárritu

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the-revenant

Os Oito Odiados

dirigido por: Quentin Tarantino

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Pôster: BLT Communications, LLC, 2015

Julieta

dirigido por: Pedro Almodóvar

julieta

Pôster: Barfutura, 2016

A Bruxa

dirigido por: Robert Eggers

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Pôster: Gravillis Inc., 2016

O Menino e o Mundo

dirigido por: Alê Abreu

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Spotlight: segredos revelados

dirigido por: Tom McCarthy

» resenha

spotlight

Pôster: BLT Communications, LLC, 2015

Aquarius

dirigido por: Kleber Mendonça Filho

aquarius

Os melhores discos de 2016

Listas, Música

Passei muito tempo transitando entre a música pop e a independente. Já ouvi muita farofa de FM e muita banda desconhecida. Esse ano resolvi ampliar um pouco mais meu espectro musical, ainda que mantendo um pé no pop e, claro, no indie também. Passei pelo hip-hop e pelo eletrônico. Pela MPB através de releituras e um bom e velho synth-pop brasileiro pra botar muito gringo aí de queixo caído. Sem mais, vamos aos melhores álbuns desse ano?

Ah, a lista não está em ordem de pior para melhor, ou gênero, ou preferência musical. Resolvi colocá-la em ordem alfabética para que não houvesse nenhum problema em relação a esses detalhes. 🙂

“Freetown Sound”, por Blood Orange

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Conheci o projeto musical de Dev Hynes numa recomendação esperta do Apple Music. Como já disse, esse ano resolvi ampliar um pouco meu ouvido para outros gêneros, e o Blood Orange me pegou mais rápido do que eu poderia imaginar. Intimista, muitas vezes etéreo, o som de Hynes te leva para uma dimensão particular, repleto de depoimentos que se mesclam entre uma faixa e outra, acompanhando o ritmo dançante e, muitas vezes, reflexivo. Um dado curioso: Dev Hynes já compôs músicas para Sky Ferreira, FKA twigs, Florence + the Machine, Carly Rae Jepsen, The Chemical Brothers e Kylie Minogue. O rapaz não é fraco, não.

» Ouça / veja “Augustine” no YouTube.

» Ouça Freetown Sound no Apple Music.

» Ouça Freetown Sound no Spotify.

“Glory”, por Britney Spears

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A princesa do pop já conheceu o top da Billboard e o porão do fundo do poço nas clínicas de reabilitação. Foi tida como promissora, problemática, magra demais, gorda demais (you wanna a piece of me?). Enfim, uma autêntica artista pop, jogada na cova dos leões para que os tabloides a comessem viva quando bem quisessem. Bem, de uns tempos para cá, Britney Spears voltou, musicalmente falando, com tudo em Blackout, talvez seu melhor álbum; caprichou na produção sonora e visual em Femme Fatale, concorrendo, à época, com grandes destaques chamados Kesha e Lady Gaga; mas agora, em pleno 2016, ela parece estar aproveitando mais o fato de que enfim pode lançar um bom disco, promovê-lo de maneira autêntica e, principalmente, divertir-se com tudo isso. Talvez esse tempero seja o ingrediente necessário para Glory, um fôlego necessário para a carreira da cantora e, por quê não?, para nós também. Vida longa à princesa do pop.

» Ouça / veja “Slumber Party” no YouTube.

» Ouça Glory no Apple Music.

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“Fitz and The Tantrums”, por Fitz and The Tantrums

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Primeira vez que vi Fitz and The Tantrums foi no Lollapalooza de 2014 do Brasil (vi pela TV, pois não estava lá, infelizmente). Aparentemente mais uma banda desconhecida, os caras tomaram uma proporção grande da minha atenção nos dias seguintes enquanto eu dissecava o álbum deles da época, More Than Just a Dream. Um indie pop muito, mas muito chiclete, com direito a muitas músicas fofinhas, mas com letras ultra-depressivas. Isso melhora? Talvez. Apesar de ser um disco irregular, em minha humilde opinião de leigo musical, o novo álbum pode se tornar, ainda, mais próximo do que More Than Just a Dream sempre será. Aqui também temos músicas chiclete, mas Fitz and The Tantrums se afasta mais do som independente e mergulha num pop mais palpável para os famigerados hits de rádio e listas das mais tocadas. É um álbum divertido, no final das contas, dá pra dar uma boa atenção para ele.

» Ouça / veja “HandClap” no YouTube.

» Ouça Fitz and The Tantrums no Apple Music.

» Ouça Fitz and The Tantrums no Spotify.

“Skin”, por Flume

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Assim como Blood Orange, também descobri o Flume pelo Apple Music, em uma playlist sugerida em um dia qualquer. Se você anda procurando um som mais de boas, algo que se aproxime do chill out, mas também está com um pé no hip-hop e nas produções eletrônicas mais atuais (ou seja, que beba da mesma fonte dos caras do Major Lazer, por exemplo). Flume, na verdade, é o nome de palco de Harley Edward Streten, músico, produtor e DJ australiano. Seu som é limpo, cheio de batidas etéreas, algumas como que saindo de um sonho distante ou de uma trilha sonora de ficção científica. Dá pra dançar com Flume? Olha, acho que sim. Dá pra brisar bonito, isso sim. E já vale a pena.

» Ouça / veja “Never Be Like You (featuring Kai)” no YouTube.

» Ouça Skin no Apple Music.

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“Blonde”, por Frank Ocean

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Foi minha primeira experiência com Frank Ocean, e muito bem-vinda. Um R&B bem good vibes, às vezes misturado a um pop psicodélico, às vezes um som minimalista, tudo o que o seu ouvido pode pedir para um dia cheio de problemas e estresses. A voz de Ocean é macia, em alguns momentos coberta por camadas de efeitos eletrônicos, em outros totalmente límpida. O álbum ainda conta com participações de Beyoncé, Kendrick Lamar, Andre 3000, e teve produção, além do próprio vocalista, de Pharrell Williams e Jamie xx. Talvez seja um disco muito discutido ao longo dos próximos anos. Enquanto isso não acontece, o que nos resta é saboreá-lo.

» Ouça Blonde no Apple Music.

» Ouça Blonde no Spotify.

“Joanne”, por Lady Gaga

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Esse momento era inevitável. Para a maioria dos artistas pop que iniciam suas carreiras com hits estrondosos e vão alçando uma popularidade single após single, em algum momento tudo isso para e a direção musical dá uma guinada violenta. Agora com Joanne, Lady Gaga realmente deixou seus “Bad Romance” days para trás. Se você, assim como eu, não aguentava mais ouvir a cantora recitando sua fórmula contando com vários Romas e Gagas (abrindo o parêntese aqui para dizer que, sim, eu ouvi muito a música na época e, sim, eu ainda gosto dela, mas… tudo tem um limite, ok?), Joanne veio como um alívio sonoro na carreira da americana. Muita gente já está chiando, obviamente, esperando pelo momento em que Gaga voltará para a velha farofa bafônica para a próxima pista de dança. Creio que é desmerecer demais a sonoridade country / folk / rock do novo disco, um ótimo fôlego para tantos hits pop que a cantora lançou até 2013 (quando, a partir de seu ARTPOP, a guinada musical começou a apontar). Adotar também um visual mais limpo, deixando um pouco de lado suas excentricidades, está fazendo um bem danado para essa nova fase de Gaga. O disco é realmente bom, dê uma chance (ou segunda chance) a ele.

» Ouça / veja “Million Reasons” no YouTube.

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“Remonta”, por Liniker e os Caramelows

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Pude ter a honra de ver um show de Liniker e os Caramelows no começo do ano e confesso que foi uma das minhas melhores experiências ao vivo. Performático, feminino e masculino ao mesmo tempo, a imagem híbrida, camaleonesca, com quês de Ney Matogrosso e David Bowie, me deixaram uma boa hora extasiado. Isso sem contar a grande qualidade musical de Liniker, não só pelo seu alcance vocal, mas pelos arranjos caprichados e, principalmente, as letras que rasgam a nossa carne e alma. Como não se identificar com a ferocidade nua e crua de “Zero”, ou com o lirismo, o sonho e a calma de “Sem Nome, Mas Com Endereço”? É música brasileira de máxima qualidade.

» Ouça / veja “Zero” no YouTube.

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“Junk”, por M83

m83

Você não sabe, mas conhece o som do M83. Provavelmente deve ter ouvido essa música aqui, ó. Lembrou? Se você nunca ouviu, agora não vai conseguir parar mais. O projeto musical de Anthony Gonzalez já existe há algum tempo, mas a banda francesa de música eletrônica só estourou mesmo em 2011 com Hurry Up, We’re Dreaming, cujo single principal você já ouviu no link ali em cima. De lá para cá, foram inúmeros convites, como compor a trilha sonora do filme Oblivion e parcerias musicais com muita gente em alta no mundo pop (The Killers, as irmãs HAIM…). A ansiedade foi ao máximo quando eles anunciaram álbum novo, e esse ano nós pudemos conferir as novidades de Junk. E elas são boas. Uma sonoridade totalmente oitentista, com uma porrada de sintetizadores e baterias eletrônicas para qualquer nerd e / ou amante do som dos anos 80 ter orgasmos musicais múltiplos. Tem música em inglês, música em francês, música sem letra e o diabo a quatro. Não vá com muita sede ao pote, porém: se o Hurry Up era uma sinfonia intergalática, uma apoteose eletrônica, Junk não se leva tão a sério assim. Então não o leve também, para você ficar mais leve (péssimo trocadilho).

» Ouça / veja “Do It, Try It” no YouTube.

» Ouça Junk no Apple Music.

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“Mahmundi”, por Mahmundi

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Se você já ouviu La Roux e curtiu o som da moça (e se você nunca a ouviu, já pode abrir mais uma aba aí no navegador e fuçar no YouTube), Mahmundi será uma grata surpresa para os seus ouvidos. Melhor ainda: ela é brasileira. Brasileiríssima, eu diria. Apesar do som completamente de um synth pop descarado (o que não é ruim, claro), Mahmundi traz nas letras uma figuratividade que passa por temas caros a nós e à nossa cultura conhecida mundialmente: o sol, o verão, o calor, aquele amor que veio e nos arrebatou. Sua voz embala e seus arranjos vão te colocar um sorriso nos lábios, provavelmente. Ouça Mahmundi. Pra ontem.

» Ouça / veja “Eterno Verão” no YouTube.

» Ouça Mahmundi no Apple Music.

» Ouça Mahmundi no Spotify.

“ANTI”, por Rihanna

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Não vou me repetir tanto na questão que comentei ali em cima quando falei do JoanneANTI, por sua vez, é, de certa maneira, o Joanne de Rihanna. A barbadiana que começou aos poucos, lá em 2005, com um pop bem sem vergonha (mas grudento e, por que não?, gostoso de ouvir), chega, 11 anos depois, no seu inverso mais dark e sensual. O que é ótimo, pois mostra exatamente essa elasticidade que o mundo exige tanto dos artistas atuais. Se o Loud de 2010, como seu próprio nome diz, gritava um bom e velho popzão para as pistas, ANTI pode até seguir a mesma linha, mas para pistas diferentes – bem diferentes. É refrescante ouvir Rihanna retorcer sua dicção, feito uma magia sonora, para encaixar no ritmo alucinante da já clássica “Work”. E o álbum em si é um som muito bem-vindo para a discografia da cantora. Foi um bom adendo pop para a minha disposição musical desse ano. Não pode deixar passar.

» Ouça / veja “Kiss It Better” no YouTube.

» Ouça ANTI no Apple Music.

» Ouça ANTI no Spotify.

“This Is Acting”, por Sia

sia

Talvez você não saiba, mas a Sia é uma das compositoras mais disputadas no meio pop. Já escreveu músicas para muitas outras cantoras, e emprestou seu potente vocal para muito DJ e produtor aí (cof, cof, David Guetta, cof, cof, Titanium). Mesmo que seu apogeu tenha sido, obviamente, a nova-clássica “Chandelier”, o novo álbum da cantora não deixa nem um pouco a desejar. Ela consegue dividir, no mesmo espaço, composições dolorosas e hits pop genuínos, prontinhos para uma pista de dança. A combinação das batidas e os arranjos eletrônicos e sua voz rasgada, muitas vezes sofrida, é o toque agridoce que This Is Acting entrega da maneira mais agradável possível. Para completar, a cantora sabe como divulgar seu trabalho da forma mais imagética possível. Do you love cheap thrills?

» Ouça / veja “Cheap Thrills” no YouTube.

» Ouça This Is Acting no Apple Music.

» Ouça This Is Acting no Spotify.

“Silva Canta Marisa”, por Silva

silva

Bem, sou suspeito para falar, pois acompanho a carreira do Silva desde 2013. Na época, ele já havia lançado um EP e o primeiro álbum, Claridão. Não demorou muito e veio o segundo disco, Vista Pro Mar, seguido do mais recente, Júpiter. A discografia do capixaba é assunto para um post único, na verdade, então vamos falar mesmo é do seu último projeto, essa coisa fofa chamada Silva Canta Marisa. O cantor foi dando pistas ao longo do ano, postando uma fotenha aqui com Marisa Monte, gravando especial para a TV a cabo com músicas dela lá… até que – , eis álbum novo, só com covers de Marisa Monte. E mais uma música inédita, composta em parceira com ela mesma e com sua participação na faixa. Apesar da releitura de Silva ter alterado de maneira significativa alguns clássicos da Marisa Monte, vale uma conferida justamente para abrir os ouvidos a uma interpretação nova. E o Silva estava inspirado. Não termine o ano sem ouvir.

» Ouça / veja “Noturna (Nada de Novo na Noite) [part. Marisa Monte]” no YouTube.

» Ouça Silva Canta Marisa no Apple Music.

» Ouça Silva canta Marisa no Spotify.

Os 12 Melhores de 2015

Filmes, Listas

Ano novo, lista nova.

Seguindo a tradição, eis aqui mais uma lista, agora dos melhores filmes que vi em 2015. Lembrando que esta lista não é um ranking (os filmes estão em ordem alfabética), mas uma compilação simples dos que considero os melhores do ano passado – sejam eles melhores por sua direção, roteiro, elenco, fotografia ou até mesmo pelo entretenimento propriamente dito.

Excetuando Boa noite, mamãe (Ich seh, ich seh, 2014), que ainda vai estrear oficialmente aqui no Brasil, e Relatos selvagens (Relatos salvajes, 2014), todos os demais filmes estrearam em 2015 nos cinemas brasileiros.

Se você quer dar uma olhada na lista dos melhores de 2014, é só clicar aqui.

1_Birdman

Birdman ou (a inesperada virtude da ignorância), 2014; dir: Alejandro González Iñárritu

Lembro que houve muita discussão na internet, há um ano, quando Birdman ganhou o Oscar de Melhor Filme. O favorito, claro, era Boyhood. Arrisco dizer que gostei um tanto mais de Birdman do que da saga de 12 anos do Linklater; obviamente não desmereço esta obra, principalmente por sua experiência cinematográfica única… mas Birdman tem um quê especial para cair nas graças das premiações. É um ótimo filme, com seu texto ácido, suas atuações explosivas e um plano-sequência (forjado, vamos ser honestos) atordoador. Michael Keaton no papel principal vai fazer você ter diversas reações e julgamentos ao que é verdade e mentira nesse longa cômico, dramático, aventuresco e, acima de tudo, cinematográfico.

Clique aqui para ver o trailer do filme.

2_Boa noite, mamãe

Boa noite, mamãe, 2014; dir: Veronika Franz e Severin Fiala

Se você pretende ver um filme de terror repleto de cenas com sangue jorrando, trilha sonora aumentando o volume repentinamente para pular na poltrona e assassino sendo descoberto no final, Boa noite, mamãe não é a escolha correta. O filme preza por algo que está cada vez mais raro no cinema atual: o velho filme de terror que assusta sem ser gratuito, aquele que brinca com nossos medos psicológicos, com os receios mais primitivos. A premissa da história pode até ser batida e a maioria das pessoas corre o risco de sacar a reviravolta do roteiro antes do momento certo, mas ainda assim vale a pena conferir esse filme estranho – porém competente no que promete cumprir.

Clique aqui para ver o trailer do filme.

3_Corrente do mal

Corrente do mal, 2014; dir: David Robert Mitchell

Com trilha sonora independente e eletrônica, ambientando o filme como se fosse uma peça rara dos anos 80, Corrente do mal tem todo o estilo cru de um John Carpenter. O vilão do filme, no entanto, é invisível, um serial killer transmitido através de um ato primordial para qualquer ser humano e que começa a se manifestar em uma das épocas mais conturbadas: a adolescência. Junte aí a fotografia inteligente e cortes seguidos por cenas perturbadoras. Se você esperar por um final redondinho, então é melhor parar por aí. It follows não se importa em entregar uma trama com começo, meio e fim, e isso já é muito relevante quando se trata de um terror americano.

Clique aqui para ver o trailer do filme.

4_Divertida mente

Divertida mente, 2015; dir: Pete Docter e Ronniel Del Carmen

Uma das inspirações para os filmes da Pixar sempre foi Hayao Miyazaki e isso sempre ficou claro, tanto para o espectador quanto para os próprios realizadores. Em Divertida mente, porém, a Pixar parece abraçar de vez as melhores influências que o mestre japonês da animação poderia passar e entrega um filme completamente adulto (mas, ainda assim, perfeitamente direcionado para as crianças). Acompanhar a pequena protagonista através de seus sentimentos não é apenas uma sacada que movimenta o filme do começo ao fim, mas sim tentar não se emocionar com diversos diálogos e, o principal, aprender que sem a tristeza, não seríamos felizes. Complexo demais? De forma alguma. Inside out traduz o que há de mais complicado em nossos cérebros da maneira mais lúdica e bonita possível. Filmão.

Clique aqui para ler a resenha do filme e aqui para ver seu trailer.

5_O homem irracional

O homem irracional, 2015; dir: Woody Allen

Assistir a um filme de Woody Allen no cinema é sentir-se em casa. Sabemos como ele começa, com seus créditos em ordem alfabética e uma música aconchegante tocando de fundo (um jazz sedutor), acompanhamos logo depois o personagem principal se apresentando através de uma narração off e, a partir daí, Allen pode nos surpreender. Me parece que o momento de inspiração voltou para o cineasta nesse O homem irracional, com uma atuação interessante de Joaquin Phoenix dentro de uma comédia repleta de ironias e diálogos filosóficos. A ironia principal fica para o final do filme. E vale a sessão.

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6_Jurassic world

Jurassic World: o mundo dos dinossauros, 2015; dir: Colin Trevorrow

A volta de uma das franquias mais famosas do cinema é sempre um terreno perigoso: para os fãs, que esperam sempre uma continuação melhor que a anterior; e para o estúdio, na expectativa de fazer milhões ou até bilhões na arrecadação. No caso de Jurassic world, tudo bem para todos. O filme trouxe o divertimento que faltava a Jurassic park III e o clima de aventura que Spielberg prezou no original. É claro que o filme cai sobre os ombros de Bryce Dallas Howard e Chris Pratt, mas ambos dão conta do recado – ou fugir de um tiranossauro rex usando saltos é pouco para você? Obrigatório para os fãs dos dinos.

Clique aqui para ler a resenha do filme e aqui para ver seu trailer.

7_Mad Max

Mad Max: estrada da fúria, 2015; dir: George Miller

Vamos chover no molhado e elogiar Charlize Theron e sua Imperatriz Furiosa? Falar bem da (proposital) fotografia acelerada? Da loucura que é acompanhar as perseguições e sequências de ação desse filme? Não importa se você não acompanhou os capítulos anteriores da obra de Miller, Mad Max: estrada da fúria é um filmaço. Não perca a oportunidade de ver um guitarrista fazendo solos enquanto é içado de um carro e a trilha sonora industrial de Junkie XL (o DJ responsável pelo remix de “A little less conversation”, de Elvis Presley).

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8_Missão impossível

Missão Impossível: nação secreta, 2015; dir: Christopher McQuarrie

Quem diria que em 2015 ainda veríamos Tom Cruise como o agente secreto Ethan? E o fôlego é grande, para o ator e para o público também. O filme é divertido o bastante e traz Cruise correndo (de verdade) como se não houvesse amanhã e presente (de verdade, sem dublês) em cenas de ação, digamos, um pouco perigosas – como se segurar à porta de um avião enquanto ele decola, por exemplo. E se você acha que a divulgação em massa dessa cena (em trailer e pôsteres) estraga o filme, está enganado: Nação fantasma ainda guarda muitas surpresas e sequências de ação de tirar o chapéu. Pegue a pipoca e prepare-se para ouvir mais uma vez o tema de Missão impossível tocando na tela.

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9_Que horas ela volta

Que horas ela volta?, 2015; dir: Anna Muylaert

O cinema nacional prova, a cada ano, a sua importância e qualidade com filmes como Que horas ela volta?. Enquanto a maioria das salas de cinema do país passam enlatados como Até que a sorte nos separe e afins, o novo filme da diretora Anna Muylaert surpreendeu não apenas pela sua abrangência, mas principalmente por sua repercussão. Repleto de diálogos cortantes e situações constrangedoras para as camadas sociais mais abastadas – ou não, gente rica sempre acha que está certa -, a obra é Regina Casé e vice-versa. Mas também é a jovem atriz Camila Márdila, roubando todas as cenas em que está presente. Se ver os filmes de Leandro Hassum é uma opção, Que horas ela volta? é uma obrigação cultural (num bom sentido, é claro).

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10_Relatos selvagens

Relatos selvagens, 2014; dir: Damián Szifrón

A linha tênue entre o racional e o selvagem. Quantas vezes pensamos em perder o controle nas mais diversas situações? Bem, o diretor Damián Szifrón faz questão de reunir diversos contos nesse longa surpreendente por sua qualidade técnica e humor negro. Prepare-se para presenciar uma das cenas mais inacreditáveis do cinema, se identificar com a vingança de uma noiva em sua própria festa de casamento e rir da desgraça alheia sem um pingo de culpa. A crítica social está injetada em todos os segmentos, então não pense que não há peso no roteiro de Relatos selvagens. Surpreenda-se com o cinema argentino.

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11_Vício inerente

Vício inerente, 2014; dir: Paul Thomas Anderson

Joaquin Phoenix na pele de um detetive que vive mais chapado com maconha do que na realidade em si. Precisa de mais motivos para assistir a Vício inerente? Claro: a direção sempre maestral de PTA, com sua linguagem cinematográfica através da fotografia noir que registra uma Los Angeles dos anos 70. Isso sem contar a trilha sonora e a presença de cena mais do que bem-vinda da jovem Katherine Waterston. E o roteiro é baseado na obra homônima de Thomas Pynchon – anote esse nome para sua próxima leitura.

Clique aqui para ver o trailer do filme.

12_Whiplash

Whiplash: em busca da perfeição, 2014; dir: Damien Chazelle

Teste fatal para qualquer cardíaco, o filme que rendeu um Oscar para a embasbacante atuação de J. K. Simmons constrói sua tensão aos poucos, mas ela é inevitável da metade para o fim da projeção. Sinta-se na pele de um aprendiz que deseja ultrapassar a perfeição através do comando de um dos professores mais odiosos que o cinema já teve o desprazer de criar. O mais incrível? O diretor de Whiplash foi um dos roteiristas de O último exorcismo – Parte 2.

Clique aqui para ler a resenha do filme e aqui para ver seu trailer.

Os 15 Melhores de 2014

Filmes, Listas

Confesso que assisti muitos filmes bons em 2014. Prolongar muito a lista de melhores perderia o efeito, bem, de ser uma lista de fim de ano. Assim como no ano passado, não quero transformar minha lista em um ranking, sugerindo que filme x seja melhor que o filme y; por isso os filmes seguirão ordem alfabética para que você se sinta à vontade e escolha aquele que desejar para sua próxima sessão.

(Coloquei e tirei e coloquei novamente diversos filmes na lista. Mas o corte final é o que se segue)

Pôster: Ignition Print, 2013

12 Anos de Escravidão, 2013; dir: Steve McQueen

Sempre fico com o pé atrás com filmes demasiadamente comentados – ainda mais se for um indicado máximo ao Oscar e a todas aquelas premiações de começo de ano. Admito que não tinha muita curiosidade por 12 Anos de Escravidão, por isso assisti o filme sem expectativas. Mas não tem como: Steve McQueen não se acovarda diante da plateia e não toma atalhos para mostrar a realidade crua e aterradora da escravidão. Não apenas pela história, a obra também vale por seus detalhes técnicos e estéticos, dignos de uma boa discussão cinéfila.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Art Machine & Animal Logic, 2014

Uma Aventura LEGO, 2014; dir: Phil Lord, Christopher Miller

Se com a Pixar – e agora com o Disney Animation Studios – nós nos acostumamos a ver animações que pareciam cada vez mais voltadas para o público adulto, deixando para as crianças as piadas de humor físico e afins, foi uma surpresa boa e divertida assistir Uma Aventura LEGO logo no começo do ano. Repleto de referências à cultura pop e nerd, a animação não se prende a nenhum tipo de seriedade e – melhor – assume as características do universo Lego em todos os aspectos. Frenético, colorido e com piadas na medida certa, o filme veio para competir com as outras animações deste ano.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Ignition, 2014

Os Boxtrolls, 2014; dir: Graham Annable, Anthony Stacchi

O estúdio Laika, após ficar mundialmente conhecido por Coraline, voltou aos cinemas, este ano, com um filme que provavelmente irá agradar mais as crianças quando elas estiverem crescidas. Isso porque Os Boxtrolls, apesar de seu carisma em stopmotion e seus monstrengos simpáticos, possui temas incrivelmente sérios, críticos e que desferem tapas de luva de pelica a todo momento em sua plateia. Desde o 3D de imersão até a sua estética que causa estranheza, o filme merece ser não apenas assistido, mas apreciado – na infância e em outros momentos da vida.

Confira a resenha do filme aqui.

Boyhood (Pôster)

Boyhood: da infância à juventude, 2014; dir: Richard Linklater

A premissa de Boyhood é comum: acompanhar a vida de um garoto até a sua adolescência. O diretor Richard Linklater, no entanto, decidiu usar os mesmos atores e filmá-los ano a ano, conferindo uma experiência cinematográfica interessante e que com certeza levará muitas pessoas a se identificarem com as situações vividas pelo protagonista. Não vá com muitas expectativas, porém: o filme é bom e possui um elenco afinadíssimo, mas vale mais pela experiência do que por seu enredo.

Pôster:  InSync + BemisBalkind, 2014

Chef, 2014; dir: Jon Favreau

Não se entregando à tentação de se passar apenas por um food porn simplista, Chef faz questão de encucar em seu espectador diversas reflexões sobre a vida, principalmente sobre nossas escolhas profissionais e de que forma elas nos influenciam. Favreau conduz o filme de forma leve, além de estar cercado de atores que o deixam à vontade para se transformar em um chef que, aos poucos, aprende o valor da paternidade e de sua profissão.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: aSquared Design Group, 2013

Ela, 2013; dir: Spike Jonze

Spike Jonze conseguiu, de forma bela e onírica, criar uma história de amor entre um homem e uma máquina. Talvez o detalhe mais singelo de Ela não seja a voz melódica de Scarlett Johansson, mas a forma como Jonze conduz sua câmera, registrando uma paleta de cores quentes e um sorriso melancólico na magnífica interpretação de Joaquim Phoenix. Mas o filme não estanca as possibilidades em seu lado bonito; o agridoce de Ela também está nas consequências de um amor que une um ser humano e um sistema operacional que não possui vida real – apenas na cabeça do protagonista.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Kellerhouse Inc, 2014

Garota Exemplar, 2014; dir: David Fincher

David Fincher discutiu mais uma vez com chefões de estúdio, mas seu esforço valeu cada segundo: Garota Exemplar não é só uma das melhores surpresas do ano (realmente esperava mais do filme como obra por causa de Fincher, e menos como história por causa de uma autora que não conhecia), como entrega uma das cenas mais chocantes e impactantes do cinema. É de sair da sessão abestalhado, inconformado e desnorteado com tudo o que se viu na tela da sala escura.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Ignition, 2014

Godzilla, 2014; dir: Gareth Edwards

Muita gente chiou com a nova versão de Godzilla. As reclamações foram vastas: o monstrengo demora para aparecer, muito falatório e pouca ação, filme muito escuro. Mas acredito que os fãs de longa data de Gojira mereciam um filme à altura da fama do monstro japonês, e o filme dirigido por Gareth Edwards cumpre, minimamente, com essa missão.

Confira a resenha do filme aqui.

The Grand Budapest Hotel (Pôster)

O Grande Hotel Budapeste, 2014; dir: Wes Anderson

A estética de Wes Anderson é para poucos. Muitas pessoas se incomodam com os enquadramentos metódicos do diretor e as disposições milimetricamente pensadas em cada frame de seus filmes. Mas O Grande Hotel Budapeste traz, além dos maneirismos já mais do que conhecidos de Anderson, uma história divertida, com personagens carismáticos e uma interessante homenagem metalinguística. O diretor, dessa vez, até ousa com cenas gráficas – e acredite, elas são para gerar humor.

Pôster: BLT Communications

Guardiões da Galáxia, 2014; dir: James Gunn

Não consigo me divertir com os filmes dedicados aos heróis da Marvel. Neste ano, porém, deixei meus princípios pessoais de lado e resolvi dar uma chance para Guardiões da Galáxia. E parece que escolhi bem minha estreia no universo Marvel. Carregado de referências aos anos 80, personagens carismáticos e totalmente desprendidos com qualquer tipo de seriedade, o filme ainda faz questão de ser conduzido por uma trilha sonora retrô, pop e dançante. Meio difícil não se deixar levar pelo grupo de heróis mais desajustado já visto no cinema.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Lacuna Filmes, 2014

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, 2014; dir: Daniel Ribeiro

Esperado desde o lançamento do curta que lhe deu origem, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho encanta não só pela direção segura e pelo roteiro que não se rende a estereótipos baratos: o maior diferencial da obra é apresentar uma história de amor adolescente não defendendo a causa gay, mas usando-a como metáfora para passar a mensagem de que amar não enxerga cor, religião, sexo e etc. O protagonista ser cego só reforça essa mensagem mais do que bem vinda para todas as próximas gerações.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Mecanismo Films, 2013

O Homem Duplicado, 2014; dir: Dennis Villeneuve

Baseado no livro de José Saramago, o longa do diretor canadense não deixa nada mastigado para o espectador. Assistir O Homem Duplicado é tentar encontrar sentido em um emaranhado de sequências e metáforas construídas de forma magistral. A atuação precisa e surpreendente de Jake Gyllenhaal só adiciona mais camadas ao desafio.

Confira a resenha do filme aqui.

Pôster: Concept Arts 2014.

Interestelar, 2014; dir: Christopher Nolan

Interestelar já pode ser considerado o filme em que Christopher Nolan deixa de lado suas preferências cerebrais e engatinha em temas mais emocionais, refletindo, inclusive, sobre o maior deles: o amor. Ligado a isso, o diretor traz uma história que trata sobre o tempo. Em uma projeção que ainda conta com grandes atuações (olá, Matthew McConaughey), efeitos visuais e sonoros que deixam qualquer um vidrado em suas cenas, ainda há tempo para discutir teorias físicas modernas.

Confira a resenha do filme aqui.

Jeune et Jolie (Pôster)

Jovem e Bela, 2013; dir: François Ozon

O mérito do francês Jovem e Bela estar aqui é pelo diretor François Ozon não tratar a protagonista como vítima, mas sim como alguém que assume a prostituição como mera opção de trabalho. Seria curiosidade? Seria prazer? O fato de ser uma adolescente só adiciona mais tempero ao filme belamente fotografado. Leves comparações à Belle de jour são bem aceitas.

Pôster: BLT Communications

O Lobo de Wall Street, 2013; dir: Martin Scorsese

A ideia de assistir Leonardo DiCaprio interpretando um homem inescrupuloso que encontra um meio de ganhar milhões de dólares da maneira mais rápida e ilegal possível, gastando toda a grana com mulheres, sexo, drogas e coisas inimagináveis ao longo de um filme de três horas parece cansativo? Seria, talvez, se O Lobo de Wall Street não tivesse sido dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese. E o ritmo é acelerado além da conta: ao terminar o filme, a impressão é que nós, o público, participamos também de todas as loucuras do protagonista.

Confira a resenha do filme aqui.

Os 10 Melhores de 2013

Filmes, Listas

Não faz muito sentido escolher os dez melhores filmes e colocá-los em posições determinadas sendo que, entre todos que vi em 2013, os que se destacaram mais são de gêneros muito distintos: drama, terror, aventura e até biográfico. Então aí vai uma pequena e humilde lista dos dez filmes que mais gostei, com todos lançados aqui no Brasil em 2013, e em ordem alfabética para não sugerir erros e controvérsias de classificação. Bons filmes!

To The Wonder (Pôster)Amor Pleno (To The Wonder, dir.: Terrence Malick, 2012)

Terrence Malick cria obras que não são de fácil assimilação. Sempre prezando pela fotografia, contando suas histórias através de imagens e não de diálogos, a narrativa de Amor Pleno acompanha as idas e vindas de um casal, mostrando suas alegrias, suas discussões, seus momentos de felicidade e os de tristeza. É difícil aguentar as quase duas horas do longa, mas vale a pena o esforço pela recompensa cinematográfica que Malick nos presenteia até o final.

Pôster: Cardinal Communications USABlue Jasmine (Blue Jasmine, dir.: Woody Allen, 2013)

Seguindo com o seu costume de lançar um filme por ano, Woody Allen trouxe em 2013 a história da problemática Jasmine e sua meta de renovação de vida. A protagonista, interpretada magistralmente pela bela e talentosa Cate Blanchett, consegue o feito de ter o carinho do público mesmo sendo uma mulher antipática, egoísta e cheia de problemas. Um ótimo salto na qualidade de Allen depois do mediano Para Roma Com Amor. Você pode conferir a resenha do filme clicando aqui.

Pôster: Le Cercle Noir

A Espuma dos Dias (L’écume des jours, dir.: Michel Gondry, 2013)

Com efeitos especiais às antigas e atuações divertidas, o filme baseado no romance de Boris Vian traz uma história fantasiosa, mas com críticas ácidas e problemáticas atuais. Destaque para os inventivos efeitos em stop motion e para as pernas longas e destoadas dos personagens quando vão dançar, tudo lembrando um bom e velho desenho animado. Leia a resenha do filme aqui.

Gravity (Pôster)

Gravidade (Gravity, dir.: Alfonso Cuarón, 2013)

A agradável surpresa do ano veio com Gravidade. Apesar da história simplória e da economia dos personagens, Cuarón criou uma obra cinematográfica de encher os olhos de qualquer cinéfilo, provando que sabe contar uma história que tem como base uma gama diversa de efeitos visuais e de que sabe fazer uso legítimo do 3D. Acompanhar os minutos desesperadores da astronauta interpretada por Sandra Bullock é testar os nervos do começo ao fim da sessão. Assista quando estiver disposto a encarar o filme!

Pôster: Art Machine

Pôster: Art Machine

Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug, dir.: Peter Jackson, 2013)

Apesar de esticar muito a simples história contada por J. R. R. Tolkien, Peter Jackson parece ter acertado um pouco melhor a mão na segunda parte da trilogia cinematográfica que decidiu fazer para O Hobbit. Vale pagar um ingresso mais caro pra assistir o filme em high frame rate e curtir um 3D menos agressivo aos olhos. Mesmo com Jackson não sabendo utilizar muito bem a ferramenta ainda. Leia a resenha sobre o filme e saiba mais o que significa assisti-lo em 48 quadros por segundo aqui.

Man of Steel (Pôster)

Homem de Aço (Man of Steel, dir.: Zack Snyder, 2013)

Renovando a franquia do Superman, Zack Snyder entregou um filme que passeia pelos problemas da infância e adolescência de Clark Kent, além de criar uma luta entre Superman e o vilão que lembrou muito a pancadaria de Dragonball Z, o desenho. Fôlego retomado para mais filmes, com certeza. Boa atuação de Henry Cavill, além de que, claro, teve uma mãozinha do Tio Nolan pra dar um tapa na franquia.

The Conjuring (Pôster)Invocação do Mal (The Conjuring, dir.: James Wan, 2013)

Há muito tempo um filme de terror não me assustava de verdade. Acostumados a ver mais e mais capítulos de franquias como Atividade Paranormal nos cinemas, James Wan trouxe o verdadeiro terror de volta às telas contando a história de uma família que sofre com possessões, aparições e companhia limitada em sua própria casa. É a velha história dos filmes, mas com um tratamento renovado e sustos que vão fazer você pular, literalmente, da cadeira. Boa sorte se for assistir! Destaque para a ótima atuação de Vera Farmiga e a aparição da horrorosa boneca Annabelle.        

The Hunger Games - Catching Fire (Pôster)

Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire, dir.: Francis Lawrence, 2013)

Jennifer Lawrence voltou pra encarnar Katniss Everdeen nos cinemas e provar que merece toda a atenção que recebe por sua atuação. Mais político que o primeiro, Em Chamas mostra o sofrimento de Katniss e Peeta, forçados a jogar novamente os Hunger Games, além de protagonizarem um romance midiático falso para atrair a atenção dos espectadores famintos por sangue. Depois da lamentação sem fim e vazia de cinco filmes d’A Saga Crepúsculo, é um alívio assistir uma franquia voltada para o público jovem que realmente respeita a inteligência de seus espectadores (e também leitores).

Evil Dead (Pôster)A Morte do Demônio (Evil Dead, dir: Fede Alvarez, 2013)

Na onda de remakes hollywoodianos, A Morte do Demônio surpreendeu ao mostrar uma versão repaginada do clássico trash dirigido por Sam Raimi nos anos 80 de forma gráfica, violenta e nada engraçada. O filme deve ser conferido pelos fãs de terror. Aos que não são, é melhor dar um chance quando estiverem bem do estômago…

Renoir (Pôster)

Renoir (Renoir, dir: Gilles Bourdos, 2012)

O filme conta uma parcela da vida do pintor francês Pierre-Auguste Renoir. Estão no longa a relação do pintor com uma de suas musas, a bela Andrée, o problema sério de artrite que torturava o artista e as suas opiniões sobre política, guerra, pintura, arte, entre outras. Destaque máximo para as belas paisagens francesas, vivamente fotografadas. Uma boa pedida para quem gosta de filmes franceses.

Algumas menções: além dos dez principais filmes, vale indicar mais alguns: V/H/S 2, Jobs, Universidade Monstros e Círculo de Fogo.

Boa escolha, boa pipoca e boa sessão!